segunda-feira, 12 de maio de 2014

Devolva-me.


Viro pra um lado, troco o travesseiro de posição, tiro as meias, e nada, nada do sono aparecer. Segunda-Feira, são 3:23 da manhã e eu não consigo pregar os olhos. Insônia de novo, e nessa situação chego a concordar com quem diz que a solidão e a falta de sono andam juntas.

Pego o celular, e te mando uma mensagem, mas não é uma simples mensagem, mando a primeira música te enviei logo quando te conheci, e lembro que você ficou me mandando alguns trechos de volta. Que tola! Suspiro, e nem aguardo mais alguma resposta. Ainda que ser ignorada por você seja ruim, ouvir as besteiras que você me diz tentando justificar o porquê de você ter rompido comigo logo após me fazer promessas pra vida inteira, me faz se sentir ridícula.

Sento na beira da cama e me enrolo no cobertor tentando encontrar algum calor. E me veem você na cabeça, de novo e de novo, e de novo… (não é isso que diz naquela música que a gente tanto gostava de ouvir juntos?!) Lembro da primeira vez que dormi na sua casa, de como me senti plena como nunca tinha sentido antes, e aí me sinto ridícula, e pergunto: “Porque diabos isso foi acontecer comigo?!” E aí lembro de você sorrindo, e involuntariamente acabo sorrindo também. Mas que merda, dá pra te odiar por inteiro?! Dá pra ignorar qualquer lembrança?! Já fiz isso mil vezes com outros caras, e porque com você é tão difícil? Que macumba, feitiço, amarração foi essa que você ou sei lá quem lançou sobre mim?

Tento voltar a dormir mais uma vez, e nada… De novo as nossas lembranças veem me atormentar, e então desisto — Não quero mais dormir, merda! Mas que saudade, que falta, que vazio, que vontade de estar com você, de ser como um dia já foi. E aí rola uma das maiores ironias, caiu em mim e percebo que não sofro por você ter rompido comigo, mas sim porque nunca, jamais seremos o que fomos um dia. Ainda que um dia cheguemos a nos resolver, nunca mais teremos a leveza, a sutileza, e a autenticidade que um dia já tivemos. E pensar isso, é pior que pensar que te perdi.

Prendo o choro, e volto a tentar dormir, e percebo o quão irreconhecível você me deixou, não só pelos porres que tenho dado. Coisa mais feia do mundo, ficar chorando bêbada por alguém, nunca fui disso. Mas em questão de mudança, isso é o de menos, eu digo pelo desespero que sinto durante o dia, de ficar falando de você pras minhas amigas — sabendo que nem elas mais aguentam me ouvir falando sobre isso.



E aí eu só te peço uma coisa: Me devolve, por favor? 

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