Desde muito cedo a gente já se depara com a questão: “O que
eu vou ser quando crescer?!” quando ao menos sabemos se queremos crescer. E
infelizmente, não temos escolhas quanto a isso.
De longe tudo é mais calmo, sereno e bonito... Deve ser por
isso que nossa infância é tão mais gostosa de viver do que qualquer outra fase
de nossas vidas, porque estamos longe de responsabilidades, longe dos
problemas, e do peso que a sociedade impõe sobre nós.
Assumir o controle de nossas vidas não é uma tarefa fácil,
ainda mais quando você sente que precisa, mas não está preparado. Nossas escolhas,
nossas atitudes e nossos pensamentos são o que nos define e criam nossa
personalidade. Mas até aonde?
Há um turbilhão de sentimentos dentro de cada um de nós, e
muitos não conseguimos administrar isso. E nos perdemos... Perdemos-nos nas
palavras que muitas vezes se contradizem em meio nossas atitudes. Entre o medo
que cerca nossa vida, e o desespero de quem ainda busca o que quer ser.
“Quem sou e para onde estou indo?”
Por trás de toda euforia de viver, da mulher que penso um
dia ser, além de todos os erros constantes e do olhar que muitas vezes procura
esconder o que sente... No fundo é como
se uma criança gritasse: “Não estou pronta, não quero crescer, para onde estou
indo? Quem sou eu?”
As escolhas que um dia eu fiz fizeram com que eu me tornasse
o que sou hoje. Mas será que as escolhas que eu ainda vou fazer serão parte do
que eu quero ser?
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