terça-feira, 6 de setembro de 2011

Só saudade.

E aquela saudade filha da puta no cantinho do peito, grita: "Liga pra ele, não tem nada não, liga! Você nem ama ele mesmo, liga menina! É só saudade, saudade do pra-sempre de vocês. Saudade do toque das mãos deles, de quando você fazia manha e ele enrugava a testa, de quando você saia por aquela porta e ele grudava no teu braço dizendo: 'fica, vamos conversar'. Isso não é amor, nunca foi. E o pior de tudo, você sabe disso. Pra que esse medo então? Medo do que se é só saudade?" E eu repito em voz baixa: medo de que talvez não seja só saudade. Tiro a bateria do celular, o telefone da tomada, vou ver um filme, ler um livro, cozinhar, fazer as unhas, cabelo, estudar, arrumar qualquer coisa pra fazer... e tudo fica em paz. Afinal, é só saudade.

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